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O Terrier Escocês é uma das raças mais reconhecíveis do mundo. Com um visual reto, barbicha charmosa e sua beleza estonteante, o cãozinho recebeu o status de ícone. Sendo um cão rústico, foi criado para caçar e ser resistente ao ar livre. Continue lendo para conhecer mais sobre essa fofura.

Ficha técnica

• Peso: 8kg a 10kg
• Altura:  25cm a 28cm
• Grupo AKC: Terrier
• Grupo CBKC: Grupo 3
• Outros nomes: Scottish Terrie, Scottie, Terrier da Escócia
• Expectativa de vida: 10 a 13 anos
• Origem: Escócia
• Preço estimado: R$ 2.500 a R$ 3.200

Histórico

O Terrier Escocês é uma raça antiga e que não tem uma origem muito bem definida e documentada, sendo uma das únicas certezas o lugar de onde surgiu: as planícies escocesas. Assim como as outras raças criadas no Reino Unido, tinham o objetivo de caçar e matar animais nas fazendas, como raposas e texugos.

Alguns historiadores acreditam que ele tenha parentesco com um cachorro de 55 A.C, descrito por Pliny. O Terrier é a base para todas as outra raças do mesmo grupo AKC, inclusive para o Terrier Escocês.

Quando os romanos invadiram a Grã-Bretanha, o chamaram de “terrarii”, que significa “trabalhadores da terra” no Latim. No ano de 1436, o autor Don Leslie publicou um livro chamado A History of Scotland (A história da Escócia), onde descreve uma raça muito pequena ao Terrier Escocês.

Já em meados do início do século 17, James I da Inglaterra presenteou a monarquia da França com diversos cachorros, incluindo a raça que serviu para a origem do Scottie. O rei acabou se apaixonando pela raça e ajudou a aumentar a sua popularidade ao redor do mundo.

Durante muito tempo, o Scottie não possuía nenhuma descrição, mas em 1877, após uma discussão nas páginas do Live Stock Journal sobre o que tornava um verdadeiro Terrier Escocês, os editores se viram desafiados a escrever toda uma dissertação sobre a raça. Três anos depois, em 1880, J.B Morrison escreveu um padrão para a raça que continua até hoje.

Nessa mesma época, o grupo Terrier foi dividido em quatro raças que conhecemos hoje em dia: Scottish Terrier, Skye Terrier, West Highland White Terrier e Cairn Terrier.

A raça foi levada para os Estados Unidos em 1833 por John Naylor, que começou a apresentar os cães para as pessoas. O primeiro a ser registrado pelo American Kennel Club foi Scottie Dake, em 1884. O Terrier Escocês aumentou a sua popularidade após a Primeira e Segunda Guerra Mundial, sendo muito famoso e querido até hoje.

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Características físicas do Terrier Escocês

O Terrier é uma raça robusta, de pernas curtas e cabeça muito grande em comparação com o resto do corpo. As orelhas são pontudas, eretas e apontadas para cima, e a cor dos longos pêlos que envolvem a barba, sobrancelhas e pernas pode ser de três tipos: preto, trigo ou tigrado.

Seus olhos pequenos e separados são castanho-escuros, enquanto seu rabo é de tamanho moderado. De porte pequeno, os cães dessa raça podem medir entre 25cm e 28cm, e seu peso médio é entre 8,5kg e 10kg.

Sua pelagem é dupla, sendo aderente ao corpo e tendo um subpêlo curto e macio, além de uma capa exterior um pouco mais dura, o que forma uma proteção impermeável muito importante para o bicho.

O focinho é profundo e imponente, com o nariz preto e grande, combinando com a mandíbula quadrada e poderosa e os ombros largos. As patas do Terrier são arqueadas, já as traseiras são um pouco menores, mas ainda assim bem acolchoadas.

Sua cauda tem um comprimento comum, é grossa na raiz e vai afinando na ponta. Os dentes superiores são sobrepostos ao inferiores, resultando em uma mordida perfeita e regular.

Comportamento do Scottie

O Terrier Escocês é uma raça reservada, mas muito corajosa e inteligente. Apesar de ser independente, é considerado um ótimo cão de companhia, pois adora ficar com o dono e a sua família, sendo amável, leal, fiel, gentil e valente.

É um cão rápido e ativo que está sempre em alerta para proteger quem ele ama. Por ser teimoso, precisa de treinamento e firmeza do dono, por conta da sua animação e agilidade fora do comum. Ele adora brincar, portanto, gastar a sua energia com brincadeiras o fará muito feliz.

Amoroso e sensível, tem um grande caráter e uma grande disposição para se tornar um cão de guarda da família.

A raça não tem o costume de latir, apenas quando estiver estressado ou se não gostar muito de algum estranho, já que é desconfiado com quem não conhece. O bichinho gosta da companhia de crianças um pouco mais velhas por ser alegre e simpático.

Diferente de outras raças, ele aprecia um momento solitário diariamente, mas continua sendo apegado ao dono, por isso, não pode ser deixado sozinho por muito tempo – ele sentirá a sua falta!

Alimentação do Scottie

A alimentação do Terrier Escocês deve ser rica em nutrientes de alta qualidade. A quantidade muda conforme o pet vai envelhecendo. Dos três aos quatro meses, ele precisa comer cinco vezes por dia; entre cinco e seis, quatro vezes; dos seis aos quinze meses (um ano e meio), três vezes por dia; e finalmente, a partir dos dois anos, apenas duas vezes por dia.

Os alimentos recomendados, além da ração, são carnes com cartilagem, queijo limitado, vegetais crus e frutas. Entre os alimentos proibidos estão: ossos, açúcar, doces, carnes depois de tratamento térmico (cozida, frita, etc).

Preste muita atenção à alimentação do Scottie, pois eles tendem a engordar e ter problemas de coluna. Quando se torna adulto, em volta de um ano e meio de idade, sua ração Premium ou Super Premium deve ser aumentada para 150g a 200g por dia.

Organize uma rotina para ensiná-lo a obedecer horários, e não se esqueça de levá-lo ao veterinário para um acompanhamento constante.

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Cuidados especiais com o Scottie

Cada raça tem as suas necessidades particulares e não é diferente com o Terrier Escocês. São cuidados especiais que os donos precisam ter com os cãezinhos e que são essenciais para que eles tenham uma boa saúde.

Tópicos como exercícios físicos, limpeza, treinamento e saúde serão abordados abaixo junto com outros afazeres para guiá-lo, mas lembre-se da importância de ir ao médico veterinário para manter a orientação correta para o seu bicho.

Exercícios físicos

Sendo considerados cães pequenos, o Terrier Escocês precisa de um espaço só seu para brincar. Eles são ativos e necessitam de duas caminhadas diárias. Não o incentive a correr, porque suas perninhas não aguentam.

Brincadeiras como cavar e se distrair com bolinhas são uma ótima opção, mas não excluem as caminhadas, pois ele ama passear com o dono. Apesar de adorar a água, você não pode incluir a natação na rotina, pois eles não são bons nadadores e afundam com facilidade devido às pernas pequenas e ao peso do corpo e dos pêlos.

Limpeza

Os pêlos longos do Scottie requer escovação três vezes por semana para evitar a formação de nós que o machucam. Duas vezes ao ano, os pêlos devem ser cortados para não atrapalharem a locomoção do cão.

Não é necessário dar banho no Terrier Escocês toda semana, quinzenalmente é suficiente para mantê-lo limpinho. Quando for secá-lo, use um secador para ter a certeza de que seus pêlos estão completamente secos, evitando assim gripes, resfriados e mofo.

Treinamento

Como já citamos, o Scottie precisa de um dono que tenha firmeza, pois tende a desafiar as pessoas se não sentir segurança nas ordens. Seguindo o treinamento do guia, ele respeita os limites e fica muito feliz quando podem exercer funções simples como pegar algum objeto ou realizar truques simples.

Não seja agressivo, pois ele é sensível e fica magoado com grosserias. Treiná-lo com bolinhas e em ambiente aberto com áreas verdes é perfeito para o Terrier Escocês. Vá ao veterinário para montar uma rotina específica de treinamentos!

Saúde

Dificilmente o Scottie terá problemas de saúde, mas como toda raça, ele tem algumas tendências a certas doenças, como a câimbra, que aparece quando o cão está muito estressado ou agitado após um treinamento intenso – por isso corrida não é recomendada.

Além disso, eles podem ter a doença de Von Willebrand, um tipo de hemorragia rara que também acontece com seres humanos. Faça exames uma vez por ano para se certificar de que seu bichinho está saudável!

Curiosidades do Terrier Escocês

O Scottie é uma das raças mais conhecidas e queridas pelas pessoas, e a sua fama é de ser um cão amável, leal, confiante e brincalhão. Um ditado famoso sobre o pet é que apesar de agir de maneira independente, ele é, no fundo, um cachorro carente que ama o dono e faz de tudo para entretê-lo.

Como os outros animais, ele possui suas próprias curiosidades. Segue abaixo alguns fatos interessantes para você conhecer mais ainda esse pet adorável.

1. O Terrier Escocês, junto com o Pastor Alemão, é a única raça que viveu na Casa Branca mais de três vezes. Franklin Roosevelt e George W. Bush estão entre os presidentes que tiveram os pets, o primeiro com diversos cachorros, e o último com dois.

2. Entre as celebridades que tiveram ou têm um Scottie para chamar de seu estão: Rainha Vitória, Jacqueline Kennedy Onassis e Tatum O’Neal.

3. As universidades Carnegie Mellon University e Agnes Scott College têm o Terrier Escocês como mascote.
A marca de bolsas e acessórios Radley tem o Terrier Escocês como símbolo e seu formato está em todas as criações lançadas.

4. O Terrier Escocês é a raça que mais venceu a competição Best in Show, no Westminster Kennel Club, depois do seu parente Wire Fox Terrier, com um total de 9 edições vencidas.

5. Em 2015, foi o grande vencedor do Crufts, o maior show canino do mundo. Desde 1929 a raça não levava o prêmio.
Ficou muito famoso após ser a estrela de uma embalagem de whisky escocês.

Reprodução e filhotes

Apesar do Terrier Escocês ser uma raça com tendências a algumas doenças, não é motivo para o dono se preocupar. Todo bom criador afasta da reprodução os cães com problemas hereditários, ou seja, só serão reproduzidos exemplares inteiramente saudáveis. É altamente recomendado que se adquira o cão desses criadores específicos.

Uma dica para localizá-los é checar o ranking de criadores da CBKC ou procurar o Kennel Club mais próximo. O cuidado mais importante é saber da hereditariedade do cão e se seus pais não desenvolveram nenhuma doença que pudesse passar para ele através da genética.

Não apoie as fábricas de cachorros, pois eles financiam os abusos e os maus tratos, além de não se preocuparem com o bem-estar do bicho. Sempre que possível, adote. Para saber mais sobre adoção, continue lendo até o final.

O filhote do Terrier Escocês cativa pelo olhar querido e pelagem longa, e é bastante agitado e amável. Ele é determinado e por vezes cabeça dura, por isso, precisa ser adestrado desde pequeno, sempre com firmeza, gentileza e paciência. Uma coisa que não muda durante toda a sua vida é que eles são sensíveis e adoram a companhia do dono.

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Por que ter um Scottie

Como você viu, o Terrier Escocês se adapta bem à vida dentro de casa, mas precisa de exercícios. Se você gosta de pets carinhosos, brincalhões e agitados, o Scottie é perfeito para você. Ele não solta pêlos, o que é um grande diferencial para quem tem alergia, e não late praticamente hora nenhuma, sendo uma raça tranquila se comparado ao pinscher, por exemplo.

Além disso, é indicado para donos que moram em apartamento, pois é independente e gosta de ficar sozinho por algumas horas – mas não sempre. Por fim, gosta da companhia de crianças mais velhas e reage bem às brincadeiras típicas da idade.

Por que não ter um Scottie

O Terrier Escocês precisa de socialização desde filhote, portanto, não é recomendado para donos que não tenham tempo de levá-los para passear e realizar exercícios físicos. O Scottie não se dá muito bem com crianças pequenas, condomínios fechados e donos impacientes.

Se você não tem um espaço para ele brincar e se acalmar, é recomendado pesquisar outra raça que combine mais. O bichinho prefere climas moderados, pois não gosta de extremos, como muito calor ou muito frio.

Preço, como e onde comprar

Como você viu, o Terrier Escocês tem características diferentes das demais raças e, por isso, é um pouco mais cara do que o normal. O preço médio do Scottie é de R$2.500 a R$3.200, o que o torna um cachorro de custo um pouco mais elevado.

Embora seja uma faixa de preço aceitável para muitas pessoas, ele pode acabar custando mais dependendo do canil e da criação dos pais do filhote.

Caso você prefira adotar, a boa notícia é que o Terrier Escocês está presente em muitos abrigos pelo Brasil, principalmente em São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

De qualquer forma, lembre-se de pesquisar sobre a origem e a família do pet, para ter a garantia de que é a raça pura e saudável. Muitos criadores irresponsáveis só se importam com o lucro, portanto, não deixe de perguntar sobre a saúde e o histórico dele.